quinta-feira, 13 de abril de 2017

EU SABIA QUE NÃO DEVIA NADA A NINGUÉM...

Ao contrário do Estado, as famílias, a banca e as empresas não têm défice

Enquanto o Estado continuou a acumular perdas no cálculo total entre as receitas e despesas, a restante economia mostrou capacidade de se financiar a si mesma.

 Tal como acontece todos os anos desde 2012, a economia portuguesa conseguiu ter um saldo positivo entre gastos e ganhos, mesmo com o Estado a dar um mau exemplo mais uma vez.

"A capacidade de financiamento da economia portuguesa cifrou-se em 1,7% do PIB. Este resultado reflete a capacidade de financiamento das sociedades financeiras, particulares e sociedades não financeiras (respetivamente de 2,2%, 0,8% e 0,7% do PIB) que, no seu conjunto, foi mais do que suficiente para satisfazer a necessidade de financiamento das administrações públicas, no valor de 2% do PIB", revela o Banco de Portugal num boletim estatístico divulgado esta manhã.
Na comparação com 2015, o ano passado trouxe uma economia portuguesa mais equilibrada, como mostra a melhoria de 0,5 pontos percentuais na capacidade de financiamento global. O Estado precisou de menos dinheiro para se financiar, mas o efeito deveu-se a razões conjunturais e não estruturais: "Esta evolução foi influenciada pelo impacto da operação de resolução do Banif, ocorrida no final de 2015. Excluindo esse efeito, seriam menos expressivas a diminuição na necessidade de financiamento das administrações públicas e a redução na capacidade de financiamento das sociedades financeiras".

 

Sem comentários:

Enviar um comentário