terça-feira, 22 de julho de 2014

FALANDO DO DR. CAVACO...


Baptista Bastos sobre Cavaco Silva
  
                   
  «O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a
 esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os
 portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba,
 escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é
 vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como,
 aliás, ignora um número quase infindável de coisas.

O discurso, além de tolo, era um arrazoado de banalidades, redigido
 num idioma de eguariço. São conhecidas as amargas dificuldades que
 aquele senhor demonstra em expressar-se com exactidão. Mas, desta vez,
 o assunto atingiu as raias da nossa indignação. Segundo ele de si
 próprio diz, tem sido um estadista exemplar, repleto de êxitos
 políticos e de realizações ímpares. E acrescentou que, moralmente, é
 inatacável.

O passado dele não o recomenda. Infelizmente. Foi um dos piores
 primeiros-ministros, depois do 25 de Abril. Recebeu, de Bruxelas,
 oceanos de dinheiro e esbanjou-os nas futilidades de regime que,
 habitualmente, são para "encher o olho" e cuja utilidade é duvidosa.
 Preferiu o betão ao desenvolvimento harmonioso do nosso estrato
 educacional; desprezou a memória colectiva como projecto ideológico,
 nisso associando-se ao ideário da senhora Tatcher e do senhor Regan;
 incentivou, desbragadamente, o culto da juventude pela juventude,
 característica das doutrinas fascistas; crispou a sociedade portuguesa
 com uma cultura de espeque e atrabiliária e, não o esqueçamos nunca,
 recusou a pensão de sangue à viúva de Salgueiro Maia, um dos mais
 abnegados heróis de Abril, atribuindo outras a agentes da PIDE, "por
 serviços relevantes à pátria." A lista de anomalias é medonha.

Como Presidente é um homem indeciso, cheio de fragilidades e de
 ressentimentos, com a ausência de grandeza exigida pela função. O
 caso, sinistro, das "escutas a Belém" é um dos episódios mais vis da
 história da II República. Sobre o caso escrevi, no Negócios, o que
 tinha de escrever. Mas não esqueço o manobrismo nem a desvergonha,
 minimizados por uma Imprensa minada por simpatizantes de jornalismos e
 por estipendiados inquietantes. Em qualquer país do mundo, seriamente
 democrático, o dr. Cavaco teria sido corrido a sete pés.

O lastro de opróbrio, de fiasco e de humilhação que tem deixado atrás
 de si, chega para acreditar que as forças que o sustentam, a
 manipulação a que os cidadãos têm sido sujeitos, é da ordem da mancha
 histórica. E os panegíricos que lhe tecem são ultrajantes para aqueles
 que o antecederam em Belém e ferem a nossa elementar decência.

É este homem de poucas qualidades que, no Centro Cultural de Belém,
 teve o descoco de se apresentar como símbolo de virtudes e sinónimo de
 impolutabilidade. É este homem, que as circunstâncias determinadas
 pelas torções da História alisaram um caminho sem pedras e empurraram
 para um destino que não merece. Triste República, nas mãos de gente que a 
 não ama, que a não desenvolve, que a não resguarda e a não protege!

 Estamos a assistir ao fim de muitas esperanças, de muitos sonhos
 acalentados, e à traição imposta a gerações de homens e de mulheres. É
 gente deste jaez e estilo que corrói os alicerces intelectuais,
 políticos e morais de uma democracia que, cada vez mais, existe,
 apenas, na superfície. O estado a que chegámos é, substancialmente, da
 responsabilidade deste cavalheiro e de outros como ele.

Como é possível que, estando o País de pantanas, o homem que se
apresenta como candidato ao mais alto emprego do Estado, não tenha,
nem agora nem antes, actuado com o poder de que dispõe? Como é
possível? Há outros problemas que se põem: foi o dr. Cavaco que
escreveu o discurso? Se foi, a sua conhecida mediocridade pode ser
atenuante. Se não foi, há alguém, em Belém, que o quer tramar.

Um amigo meu, fundador de PSD, antigo companheiro de Sá Carneiro eleitor omnívoro de literatura de todos os géneros e projecções, que me dizia:

"Como é que você quer que isto se endireite se o dr. Cavaco e a
 maioria dos políticos no activo diz 'competividade' em vez de
 'competitividade' e julga que o Padre António Vieira é um pároco de qualquer igreja?"

Pessoalmente, não quero nada. Mas desejava, ardentemente desejava, ter um Presidente da República que, pelo menos, soubesse quantos cantos tem "Os Lusíadas."»

domingo, 20 de julho de 2014

NÃO É RACIONAL...

Não aguentou o fim do namoro e ateou dois fogos

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Um indivíduo de 23 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Centro, com a colaboração do NPA da GNR de Viseu, por ser suspeito de ter ateado dois incêndios florestais.
Residente em França, país para onde emigrou, o jovem estava de férias em Portugal e a namorada comunicou o fim do relacionamento amoroso que mantinham.
“Alegadas razões sentimentais”
Por isso, e “agindo por alegadas razões sentimentais, decidiu atear dois incêndios florestais, que foram imediatamente combatidos pelos bombeiros”, esclarece a PJ num comunicado ontem divulgado.
Versão completa na edição impressa

sexta-feira, 11 de julho de 2014

COPIA PORTUGAL...

Holanda vai cobrar diárias aos presos


 > * EXTRAORDINARIA MEDIDA DE BOM SENSO, MATURIDADE E PRINCIPALMETE DE JUSTIÇA PARA COM A SOCIEDADE.*

> *Aplaudo esta iniciativa holandesa, que acho justíssima! Nada mais  acrescento às palavras que se seguem abaixo. Está tudo dito!É Pertinente!!*
>
> *...Mas em Portugal são os Presos Coitadinhos com todos os DIREITOS E REGALIAS pagos por todos nós Contribuintes, que eles prejudicaram, e como
> prémio têm melhores condições de vida que os “Velhotes,” cujo único Crime que cometeram, FOI TEREM ENVELHECIDO. **DIREITOS HUMANOS SÓ PARA HUMANOS QUE CUMPRAM A LEI!*
> *Holanda vai cobrar diárias aos presos*
>
> *O Governo holandês, **sàbiamente** e a exemplo da Dinamarca e da Alemanha, vai impor a seus presidiários o pagamento de 16 euros por dia por ficarem
> atrás das grades.* *O projeto de lei deriva dos acordos entre os liberais de direita e social-democratas, e busca duas coisas:* *obrigar o criminoso a assumir o
> custo de seus atos e poupar, concretamente* *65 milhões de euros anuais, em
> despesas judiciais e policiais.*
>
> *Na Holanda existem 29 presídios, sendo que, deste total,* *8 foram fechados por falta de presos.*
> *O Governo holandês diz que o detido é parte integrante da sociedade e que, se comete um delito, tem obrigação de contribuir com os gastos inerentes.*
> *Aqui é o contrário. Os presos não trabalham, são bem alimentados, tratados com direito a televisão, ginásios e todos os direitos hospitalares, sem
> taxas moderadoras, etc., e a família ainda recebe uma pensão. ISTO É JUSTO?*
>
> *Se um dia tal medida vier a ser aplicada entre nós, devemos ter em conta 3 regimes prisionais: o actual, para os pagantes; outro de menor qualidade,
> do género serviços mínimos, para os que, preguiçosos, argumentem não ter meios; e, finalmente, um que corresponda aos privilégios dos que no
> bem-bom, “sofrem” da privação de liberdade controlada por pulseira eletrónica - esses devem pagar tanto como uma diária no Ritz.*
>
> *Um regime do género, traria uma notável poupança, que deverá concorrer para eliminar injustiças sociais como as que incidem sobre os pensionistas;
> outra medida será pôr os detidos a trabalhar para o bem comum mediante remuneração, que lhes permita satisfazer os encargos de estar preso.*
>
> *Não há dúvida, ainda temos muito que aprender com estes países* *que são um exemplo de bom senso e sabedoria...*

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A DERROTA ALEMANHA X BRASIL FOI UM EQUÍVOCO...

A derrota do Brasil frente à Alemanha por 7-1, ontem à noite, não passa de um grande equívoco. Os alemães ouviram os brasileiros a falar e pensaram que se tratavam de portugueses.
«Reich a parta estes gajos, que só sabem jogar à bola, trabalhar está quieto», afirmaram os alemães, numa altura em que começaram a atacar com tudo.

domingo, 6 de julho de 2014

A VELHA QUE LIXOU O ADVOGADO...

AS VELHAS SABEM TUDO

Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha, uma avó de idade avançada. Aproximou-se da testemunha e perguntou:
— D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
— Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente a todo o mundo, enganas a tua mulher com a secretária, ainda fizeste um filho na tua cunhada, e deste-lhe dinheiro para se livrar da barriga, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor. É claro que te conheço. Se conheço...
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
— D. Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
— Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, não tem tomates para manter a mulher na linha, ela anda a fornicar com os empregados da casa, o motorista, o jardineiro e até o carteiro dorme com ela, todo o mundo sabe, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem... é um dos piores profissionais que conheço. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher.
— Sim, também o conheço. E muito bem.
O defensor, ficou em estado de choque.
Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito baixa, diz-lhes:
— Se algum dos dois perguntar à puta da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos!