quinta-feira, 14 de novembro de 2013

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PR moçambicano diz que é "homem de palavra" e vai deixar cargo no fim do mandato

14 de Novembro de 2013, 15:59
O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, defendeu hoje que é um "homem de palavra" e vai abandonar o cargo no final do mandato, afastando a ideia de aproveitar a crise política e militar para prolongar a permanência no poder.

Algumas correntes de opinião consideram que a crise política e militar que Moçambique atravessa, principalmente no centro do país, pode ser aproveitada por Armando Guebuza para ficar no cargo além do limite constitucional de dois mandatos consecutivos, que termina em 2014.

"Eu disse noutras ocasiões que sou um homem de palavra e ser homem de palavra significa que eu jurei a Constituição e eu respeito essa mesma Constituição. Portanto, eu trabalho para resolver os problemas que existem no país, hoje, completamente ciente de que terminarei com o meu mandato e depois os outros vão continuar a fazer correr ainda mais Moçambique para a frente", afirmou Armando Guebuza, em entrevista ao canal público Televisão de Moçambique (TVM).

O chefe de Estado moçambicano qualificou como "mal-intencionadas" as pessoas que afirmam que a atual situação do país poder levar ao adiamento das próximas eleições gerais (legislativas e presidenciais) em 2014 e justificar o alegado interesse de Armando Guebuza em continuar no cargo.

Ao abrigo da atual lei fundamental, o atual Presidente moçambicano não se pode recandidatar a mais um mandato, uma vez que cumpre em 2014 dois mandatos consecutivos, após ganhar em 2005 e 2009.

Na entrevista à TVM, Armando Guebuza exigiu que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, cesse os alegados ataques contra alvos civis e militares no centro do país, apontando o diálogo como a via para a resolução da crise política no país.

"Quem tem de parar com as hostilidades é a Renamo", afirmou Guebuza, adiantando que a ação do exército moçambicano é em resposta às alegadas incursões dos homens armados do principal partido da oposição.

O chefe de Estado moçambicano reiterou a sua disponibilidade para se encontrar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, visando a solução da tensão política e militar no país, referindo-se a um apelo aos dois líderes feito pela Igreja Católica moçambicana.

"Apelam também a mim e eu penso, por via disso, que estou no caminho correto quando quero o diálogo. Mas dá-me a impressão que eles devem ter outras ideias que podem ser úteis neste processo de diálogo e solução dos problemas", afirmou o chefe de Estado moçambicano.

Afonso Dhlakama não é visto em público desde o dia 21 de outubro, quando fugiu para paradeiro incerto, após o acampamento onde vivia, no centro do país, ser atacado pelo exército moçambicano.

Lusa

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