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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

JORNALISTA ANGOLANO VOLTA AO ATAQUE...

POLÍTICA
Em artigo de opinião
Jornal de Angola volta a atacar elites portuguesas
Luanda – O Jornal de Angola publicou esta quarta-feira, 9 de Outubro, um editorial, onde volta a criticar as elites portuguesas, que designa de «ignorantes» e «corruptas», exigindo reciprocidade de tratamento.
No artigo, intitulado «Reciprocidade», o jornal acusa as elites portuguesas de continuarem a não reconhecer a representatividade do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e do seu partido, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência, em 1975.

«Os governantes angolanos tiveram sempre amplo apoio popular e desde 1992 a legitimidade do voto em eleições reconhecidas pela comunidade internacional como livres e justas», assegura o jornal.

O periódico relembra que nas últimas eleições gerais, a 31 de Agosto de 2012, o MPLA obteve mais de 72% dos votos, alcançando a vitória em todos os círculos eleitorais provinciais, possuindo na Assembleia Nacional «uma maioria qualificada».

Nesse sentido, as elites portuguesas «ignorantes e corruptas», ao não reconhecerem o «quadro existente em Angola», estão a adoptar «posições nada lúcidas e pouco inteligentes» sobre a realidade do país. «Nos dias de desespero os dominadores da máquina mediática portuguesa sobem de tom e recorrem ao insulto reles e grosseiro contra os dirigentes angolanos eleitos pelo povo», refere o jornal estatal.

O editorial acrescenta que o chefe de Estado angolano e o partido no poder desfrutam de um «fortíssimo e inegável apoio popular», uma situação que desagrada a Portugal. Como tal, acrescenta o jornal, a comunicação social portuguesa, dominada pelas elites, ao se referir a Angola falam «do ´regime de José Eduardo dos Santos´ como falam do ´regime de Assad´, do regime do Irão(…). É o ataque gratuito e desqualificado, mas mesmo assim, inadmissível vindo de um país amigo».

O Jornal de Angola assegura que milhares de cidadãos portugueses são recebidos de «braços abertos» no país, considerando ser necessário começar a «exigir reciprocidade». «Não podemos admitir que em Portugal, políticos e jornalistas, intelectuais com ideias submersas em ódios recalcados não respeitem os nossos símbolos nacionais e desonrem os titulares dos nossos órgãos de soberania».

A publicação garante que os angolanos «não caluniam, não maltratam os políticos portugueses», pedindo «reciprocidade».

Recorde-se que não é a primeira vez que o jornal estatal critica as elites «corruptas» e «ignorantes» portuguesas.
(c) PNN Portuguese News Network
2013-10-09 11:03:30

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