sábado, 28 de setembro de 2013

ROMPEU-SE O TACHO...

Bruxelas vê segundo resgate como "largamente inevitável"

Novo pacote de empréstimos já está "parcialmente na mesa". Participação do FMI deverá ser limitada a 10%

PAULO PIMENTA
Considerada impensável há seis meses, a eventualidade de Portugal precisar de um segundo resgate para assegurar o seu financiamento é agora vista em Bruxelas como o cenário mais provável e que já está, aliás, "parcialmente na mesa".
"Muito provável", "praticamente inevitável" e mesmo "largamente inevitável" foram os prognósticos ouvidos pelo PÚBLICO junto de várias fontes envolvidas no actual programa de assistência financeira a Portugal. No centro desta convicção está a constatação de que muito dificilmente Portugal reconquistará a confiança dos investidores para voltar a obter nos mercados o financiamento necessário ao funcionamento do Estado a partir do fim do actual programa de ajuda, em Junho de 2014.
Com taxas de juro superiores ao nível considerado insustentável de 7%, a par da ameaça das agências de notação financeira de voltar a degradar o nível de risco da dívida portuguesa, as probabilidades de o país conseguir recuperar nos próximos meses a credibilidade perdida são neste momento consideradas quase nulas.
O primeiro-ministro, Passos Coelho, já tinha levantado a eventualidade de um segundo resgate em Agosto, após o chumbo da requalificação da função pública pelo Tribunal Constitucional (TC) e voltou a falar no tema há uma semana.
Todos os interlocutores atribuem a desconfiança dos mercados ao "ruído" - ou seja, ao desacordo - gerado dentro do Governo ao longo da Primavera em torno do nível dos cortes nas despesas do Estado e que levou, no início de Julho, à demissão do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e à crise política subsequente.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A FACE DO CAPITALISMO SELVAGEM...

ESTA VALE A PENA DIVULGAR!!! é uma verdadeira
vergonha...
...batendo as asas pela noite calada... vêm em bandos,
com pés de veludo...» Os Vampiros do Século XXI:
 A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos
seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer
corar de vergonha os administradores - principescamente
pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras
de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em
oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço
qualidade em toda a gama de prestação de serviços,
incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas
contas à ordem.
 As palavras de circunstância não chegam sequer a
suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo
parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de
contas, o estimado/a cliente é confrontado com a
informação de que, para continuar a usufruir da isenção da
comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada
trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito
de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à
respectiva conta.
 Ora sucede que muitas contas da CGD,designadamente
de pensionistas e reformados, são abertas por imposição
legal.
 É o caso de um reformado por invalidez e quase
septuagenário, que sobrevive com uma pensão de
EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário
de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi
forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da
Segurança Social para receber a reforma.
 Como se compreende, casos como este - e muitos são
os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza -
não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela
CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de
manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir
para acolher a sua miséria.
 O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros
fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo
quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar
Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver
que contribua para engordar os seus lautos proventos.
 É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa,
como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a
pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.
 Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos
servem sob a capa da democracia, em que até a esmola
paga taxa.
 Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer
resquício de decência, com o único objectivo de acumular
mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
 Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor...
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que
nos atira para a miserabilidade social.
 Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e
rádios... Porque será???
 Eu já fiz a minha parte. Faz a tua.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ESTÃO À ESPERA DE QUÊ?

Dani Rodrik "Se Portugal saísse do euro podia recuperar num ou dois anos"
O economista turco Dani Rodrik falou com o Jornal de Negócios durante a deslocação a Lisboa, para participar no Fórum ‘Portugal Europeu’. Nesta entrevista, Rodrik sustenta, por exemplo, que “se Portugal saísse da Zona Euro”, e apesar de no imediato os efeitos serem “muito duros”, teria hipótese de “recuperação num ou dois anos”.
Se Portugal saísse do euro podia recuperar num ou dois anos
DR
ECONOMIA

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ó NUNO, NÃO VÁS POR AÍ PORRA...


E se agora os professores portugueses te mandassem regredir 20 anos no tempo e te pusessem a dar 3 horas de aulas por dia a 200km da tua residência, te obrigassem a fazer um exame, cada vez que cometes uma asneira como ministro? Atirar para o desemprego professores com 20 anos de carreira, com mestrados, para ficarem os baldas a dar aulas só porque são primos de deputados, ou ministros, ou até de directores de escolas? Não, não vás por aí...