segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A CONSULTA DO SR. ALMEIDA...


O médico atende um velhinho milionário que tinha começado a usar um revolucionário aparelho de audição:
---E então, Sr. Almeida, está a gostar do aparelho?
---É muito bom.
---A sua família gostou?
---Ainda não contei a ninguém, mas já mudei o testamento três vezes.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CENTROS DE EMPREGO, AS SALAS DOS PROFESSORES...

IEFP Professores inscritos nos centros de emprego aumentam 44%
A classe dos professores foi a que registou maior aumento percentual de inscritos nos centros de emprego, onde as inscrições, em julho, aumentaram 44% em relação a igual período de 2012.
Professores inscritos nos centros de emprego aumentam 44%

sábado, 17 de agosto de 2013

HOMENAGEM AO BOMBEIRO DA COVILHÃ...





Imaginem,
isso mesmo,
a temperatura era mais que muita,
os interesses de outros estavam em risco,
o Bombeiro arrepiava caminho fazendo frente às chamas,
o vento em permutas diabólicas complicava a vida a um herói pouco reconhecido,
as labaredas traiçoeiras faziam dançar a existência de um ser humano que fazia da vida um balancé de emoções perigosas .
Um dia,chegou o final da sua audácia,
a coragem foi envolta pela garra lancinante do lume,
o sufoco soltou-se numa aflição estonteante e avassaladora para ele e para quem por perto também lutava a seu lado,
ele sucumbiu numa história como tantas outras,
aos gritos arrepiantes de dor,
sobraram os gemidos de um silenciamento progressivo,
cruel,
implacável e frustrante para as memórias que jamais deixarão de soltar lágrimas por aquilo que viram
e sentiram presos a uma impotência quase fora dos limites da sua própria sobrevivência.
Talvez nem saiba o que sinto,
nem o que diga,
apenas vos deixo aqui estas palavras em homenagem a quem não conheço,
mas sei de toda a sua importância para mim, 
e para todos nós...

Custódio Cruz

sábado, 10 de agosto de 2013

NOS CAMPOS DO OESTE...



Um mecânico e uma arquitecta encontraram o futuro na agricultura

As estatísticas dizem que a agricultura é um dos sectores em que houve mais criação de emprego. Nos campos do Oeste, há quem tenha conseguido voltar a pôr a vida de pé.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

CABINDA: CINQUENTA ANOS DE GUERRILHAS...

REGIONAL
Frente de Libertação do Enclave de Cabinda
Cabinda: Cinquenta anos de guerrilhas
Lisboa – O último movimento independentista da África lusófona, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), comemora esta sexta-feira, 2 de Agosto, 50 anos de existência. Meio século de vitórias, derrotas, uniões e dissidências.
Quando no início da década de sessenta África vivia um «vendaval» de independências, o recém independente Congo Brazzaville impôs a união de três movimentos nacionalistas cabindeses como condição para combaterem eficazmente a presença colonial portuguesa no enclave de Cabinda, ex Congo Português. Para além de pretenderem criar um movimento único, a fusão das três organizações tinha também como objectivo ultrapassar as divisões étnicas bem patentes no enclave. Deste modo, cada organização representava, de facto, as populações do norte, centro e sul de Cabinda.

A 2 de Agosto de 1963, na cidade portuária congolesa, Ponta Negra, é declarada oficialmente a criação da FLEC, que tinha como objectivo lutar pela independência de Cabinda.

No entanto, durante os seus primeiros dez anos de existência a FLEC não efectuou qualquer acção militar contra as forças portuguesas. Limitou-se a uma actividade exclusivamente política, tal como defendia o seu Presidente, Ranque Franque, que contrariava a posição do vice-Presidente Nzita Tiago.

Com o 25 de Abril de 1974 em Portugal a independência das possessões ultramarinas portuguesas era inevitável, e Lisboa disponibilizou-se para negociar com todos os movimentos de libertação que combateram as tropas lusas. Consequentemente, a FLEC foi excluída, apesar de algumas renitências do presidente António de Spínola, assim como não foi convidada a participar na reunião em Alvor que perspectivou a independência de Angola, e onde todos os presentes declararam que Cabinda era parte integrante de Angola.

Tentando recuperar o tempo perdido de inércia contra o poder português, a FLEC, apoiada por mercenários franceses, lança um ataque contra as tropas portuguesas ocupando efemeramente o quartel de Massabi. Uma acção tardia e, consequentemente, sem repercussões práticas.

Com o apoio do ditador zairense, Mobuto, e reforçada com os militares cabindeses provenientes de um corpo de elite das forças coloniais, as designadas Tropas Especiais (TE), na véspera da proclamação da independência de Angola, a FLEC lançou uma violenta ofensiva contra as tropas portuguesas e do MPLA no enclave. Quando se encontrava pronta a ocupar a capital, os militares da FLEC receberam ordens para retirarem. A FLEC abandona a guerra clássica e opta por um combate de guerrilha que perduraria até hoje.

A primeira dissidência e cisão manifestou-se nesta fase. A visão de uma solução diplomática de Ranque Franque, que entretanto proclamara a independência de Cabinda em Kinshasa (Zaire), contrastava com a visão belicista de Nzita Tiago. Os dois fundadores separam-se e surgem duas FLEC. Uma chefiada por Ranque Franque, designada FLEC Original, e outra de Nzita Tiago, FLEC/FAC (Forças Armadas de Cabinda).

Apoiado pelo Zaire, Congo, Gabão e, discretamente, por potências ocidentais, a FLEC/FAC na década de 80 controlava mais de 70% do território em Cabinda, permanecendo apenas a costa sob o controlo do MPLA.

Porém, a chefia de Nzita Tiago começa a ser contestada e provoca o nascimento do Comando Militar para a Independência de Cabinda (CMLC), o qual foi motivo para o início de uma guerra civil no enclave onde, para além de um inimigo comum, o MPLA, a FLEC/FAC combatia o CMLC.

A derrota do CMLC iria deixar marcas profundas nos nacionalistas. Dos escombros deste movimento surge a FLEC-PM (Posição Militar), financiada pela seita norte coreana Moon. Mas a sua duração é efémera. O seu líder, Tibúrcio, quando por motivos de saúde se desloca a França assiste, impotente, a um “golpe de estado” promovido por António Bento Bembe que dissolve a FLEC-PM e funda a FLEC Renovada com os quadros do precedente movimento.

Durante vários anos o mapa político-militar em Cabinda definia-se com o domínio da FLEC/FAC a norte e centro, a FLEC Renovada a sul, e algumas bolsas também a sul sob o controlo da FLEC Original. Durante este período surgiu, também, no norte do enclave a Frente Democrática de Cabinda (FDC), de Norberto Itula, que se assumia como uma força independentista mas que, de facto, era um grupo apoiado a partir do Congo por Pascal Lissouba que mergulhava numa guerra civil contra Denis Sassou Ngesso e Kolelas, e que via no FDC uma força sua de retaguarda. Com a derrota de Pascal Lissouba o FDC entra em agonia.

Ao mesmo ritmo que surgiam as dissidências e cisões na FLEC aconteciam também iniciativas para reunificações. A mais significativa ocorre na Holanda onde, com o apoio da igreja e a sociedade civil cabindesa, a FLEC/FAC e FLEC Renovada fundem-se num só movimento que se assumiu como FLEC.

Nzita Tiago é nomeado, por aclamação, presidente da «nova» FLEC e António Bento Bembe, secretário-geral. Uma fusão que nunca seria aceite pelos guerrilheiros nas matas de Cabinda. Anos de desconfiança recíproca não se resolviam com assinaturas e abraços.

Pouco após a fusão, António Bento Bembe decide render-se juntamente com os seus elementos que compunham a ex FLEC Renovada.

Angola explora mediaticamente a rendição de António Bento Bembe, ficando esta bem patente no Memorando de Entendimento, assinado por Bento Bembe e as autoridades angolanas a 1 de Agosto de 2006, precisa e simbolicamente na véspera do aniversário da criação da FLEC.

A existência de duas realidades opostas, África e a Europa, e recíproca incompreensão, provoca uma nova cisão na FLEC de Nzita Tiago. Alexandre Tati, vice Presidente da FLEC, decide separar-se da direcção do movimento que chefiava a luta a partir da Europa. Para Tati, quem conhecia a realidade eram apenas os guerrilheiros que, consequentemente, não podiam permanecer sobre o comando de uma direcção na Europa. Provoca, assim, uma cisão entre a ala militar e a direcção política na Europa, e ambas facções reivindicam novamente a sigla FLEC.

Cinquenta anos depois da fundação da FLEC, Nzita Tiago tornou-se numa lenda, assim como os guerrilheiros nas matas de Cabinda a quem localmente chamam os «Flecs». Entretanto outros movimentos surgiram, com novas siglas ou retomando antigas versões da FLEC, sem contudo beneficiarem de qualquer credibilidade ou influência.

A FLEC, hoje, são três pilares, Nzita Tiago, a guerrilha e a população cabindesa que continua a ser associada à FLEC. Tal como se dizia em Angola e se repetia no enclave: «Todo o cabinda é FLEC e toda a FLEC é Cabinda».

Com 86 anos e exilado em França, Nzita Tiago afirma que quer passar o testemunho da liderança da FLEC, mas que para tal todos os cabindas têm de se reunir e encontrar um consenso.

Nzita Tiago poderá, segundo os costumes cabindas, passar o seu ceptro mas será que a FLEC sobreviverá sem Nzita Tiago? Uma questão sem resposta. Se sobreviver será, sem dúvida, com a configuração de um movimento multicéfalo onde todos reivindicarão a legitimidade à liderança. Mas, para além da FLEC, permanecerá em Cabinda o sentimento de uma independência perdida, assim como o desejo de ver o direito à autodeterminação ser cumprido.

Rui Neumann
(c) PNN Portuguese News Network
2013-08-02 18:17:02

sábado, 3 de agosto de 2013

CAÇA AOS FUGITIVOS...

Esta corja tem de ser julgada.

O Gaspar não pode simplesmente ir-se embora.

Penso que não írá ser bonito mas julgo que já se está muito próximo da
abertura da caça ao COELHO, bem como a outras aves de rapina.

Esta operação, pressinto que seja para a Segurança Social comprar dívida
pública em posse dos bancos portugueses, em mercado secundário, e que em
caso do previsível perdão de dívida, entre 30 e 40%, passará os prejuízos da
banca para os reformados.

Estamos perante uma corja, que visa o corte das reformas para salvar os
bancos que estão na origem da crise.

Opinião

Tiro de misericórdia

Fernando Dacosta

No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar assinou um decreto
que pode liquidar a vida de, pelo menos, 3 milhões de portugueses. Esse
decreto determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança
Social (que geria uma carteira de 10 mil milhões de euros) "terá de adquirir
4,5 mil milhões de euros de dívida soberana".

Sabendo-se que o referido fundo foi criado como reserva para assegurar, em
caso de colapso do Estado, os direitos dos reformados, pensionistas,
desempregados e afins durante dois anos (segundo o articulado de lei de
bases), o golpe em perspectiva representa o risco de uma descomunal tragédia
entre nós.

Lembremos que dos rendimentos dos seniores vivem hoje gerações de filhos e
netos seus, sem emprego, sem recursos, sem amparo, sem futuro. Lembremos
ainda que os últimos governos têm sido useiros no desvio de verbas da
Segurança Social para pagamentos de despesas correntes - "o que qualquer
medíocre gestor de fundos sabe que não se deve fazer", comenta, a propósito,
Nicolau Santos no "Expresso".

Em 2010, dos 223,4 milhões de euros que deviam ser transferidos para o fundo
em causa, o executivo apenas entregou 1,3 milhões.

Após ter semidestruído Portugal economicamente, socialmente, familiarmente,
psicologicamente, com total impunidade e arrogância, Vítor Gaspar deixa, ao
escapar-se, apontado um tiro de misericórdia aos idosos (e não só), depois
de os ter desgraçado com o seu implacável autismo governamental. Sindicatos,
partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais
meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto,
os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade
da Segurança Social.


Jornal i 2013-07-25