quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A LUZ NO FUNDO DO TÚNEL...


Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão diz que emissão de dívida portuguesa é "sinal encorajador"

Guido Westerwelle veio a Portugal dizer que é preciso continuar a trabalhar para atingir resultados "palpáveis".
Guido Westerwelle com Paulo Portas PATRÍCIA MOREIRA DE MELO/AFP
O chefe da diplomacia alemã afirmou nesta quinta-feira, em Lisboa, que os recentes progressos alcançados por Portugal, como o regresso aos mercados nas maturidades mais longas, são "sinais encorajadores" que já permitem "ver a luz no fundo do túnel".
"As notícias dos mercados são encorajadoras e tenho muita confiança em Portugal e no povo português. Pela primeira vez, há muitos anos, estamos a ver a luz no fundo do túnel", afirmou Guido Westerwelle, quando questionado sobre se Portugal está num ponto de viragem em termos económicos e a distanciar-se da Grécia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, que falava aos jornalistas à margem do "I Fórum Portugal-Alemanha", que hoje arrancou em Lisboa, considerou que Portugal tem de continuar a trabalhar "de forma esforçada e sustentável para atingir resultados palpáveis ".
Guido Westerwelle escusou-se a fazer qualquer comparação entre Lisboa e Atenas, vincando apenas que Portugal "mostrou muita disciplina e coragem" e está "no caminho certo". Westerwelle lembrou que os três pilares fundamentais para o Governo e Parlamento alemão são a "disciplina fiscal, o crescimento e a solidariedade".
"Esses são os três pilares que constituem os fundamentos para uma Europa com sucesso e para um Portugal de sucesso", afirmou o governante, salientando que a "difícil situação social e económica" do país "só pode ser ultrapassada através do crescimento e da criação de emprego".
Na sua intervenção, perante o seu homólogo português, Paulo Portas, que abriu o "I Fórum Portugal-Alemanha", o chefe da diplomacia alemã frisou que a política de Berlim não está centrada unicamente na disciplina orçamental.
"[Dizer] que a política alemã está centrada unicamente na disciplina orçamental é um cliché. Não tem nada a ver com a realidade", sustentou.
Mas o crescimento "não é o resultado das dívidas, é o resultado da competitividade e isso significa que temos de por em prática reformas estruturais, que temos de estar prontos para o tempo que se avizinha, com mais inovação e conhecimento", acrescentou.
Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada na edição de sexta-feira, o ministro alemão assume que Portugal é "um parceiro importante" da Alemanha no que diz respeito à superação da crise . "A troika internacional reconheceu as reformas feitas pelo Governo português. A Alemanha vê esses esforços com o maior respeito. Em muitas áreas já foram obtidos sucessos como, por exemplo, na criação de um ambiente favorável a investimentos ou no programa de privatizações. A volta aos mercados financeiros passou a estar ao alcance da mão. No nosso ponto de vista, é importante dar continuidade a este rumo que está certo."

1 comentário:

  1. A ver vamos, o futuro o dirá
    Essa luz só continuará acesa
    Porque o povo a divida pagará
    Por enquanto ainda é incerteza!

    A cantar de galo já estão
    Muito cedo dentro da galinheiro
    Ainda a tremer do forte abanão
    Agulha perdida no palheiro,
    Encontrá-la não é fácil não!

    Boa noite para ti, amigo António,
    um abraço
    Eduardo.

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