quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A LOIRA...


Loiras
A loira boazona estava para se suicidar, ia deitar-se ao rio Tejo, no cais do Ginjal, quando apareceu um marinheiro.
- Vou-me suicidar, a minha vida é uma treta...
- Não!!!! Olha... o meu navio está de partida para a América,porque é que tu não vens comigo, e depois pensas o que fazer. Se ao lá chegares ainda quiseres suicidar-te...pelo menos conheceste a América.
A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para um bote salva-vidas onde ela viajaria clandestina. O marinheiro ficou de trazer comida e água, todas as noites, para ela. E assim foi durante 2 semanas, ele trazia comida,
água e aproveitava dava uma queca nela. Comida, água e queca...
Até que um dia, um Capitão, junto com um grupo de inspectores foi fazer uma inspecção nos botes e descobriram a loira. Ela, sem outra saída, resolveu contar a verdade.
- Olha, eu estou aqui seguindo para a América, porque um marinheiro me trouxe. Todas as noites ele me traz comida, água e dá-me uma queca e vai ser assim ate chegar na América... Ainda falta muito???
- Minha senhora, este barco é um Cacilheiro que faz a travessia Cacilhas-Terreiro do Paço..

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

NAZARÉ E AS SUAS FAMOSAS ONDAS...

Vamos aproveitar as ondas da Nazaré e fazer com que a electricidade pare de aumentar no nosso país, deixo aqui o desafio ao sector empresarial desta área.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A LUZ NO FUNDO DO TÚNEL...


Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão diz que emissão de dívida portuguesa é "sinal encorajador"

Guido Westerwelle veio a Portugal dizer que é preciso continuar a trabalhar para atingir resultados "palpáveis".
Guido Westerwelle com Paulo Portas PATRÍCIA MOREIRA DE MELO/AFP
O chefe da diplomacia alemã afirmou nesta quinta-feira, em Lisboa, que os recentes progressos alcançados por Portugal, como o regresso aos mercados nas maturidades mais longas, são "sinais encorajadores" que já permitem "ver a luz no fundo do túnel".
"As notícias dos mercados são encorajadoras e tenho muita confiança em Portugal e no povo português. Pela primeira vez, há muitos anos, estamos a ver a luz no fundo do túnel", afirmou Guido Westerwelle, quando questionado sobre se Portugal está num ponto de viragem em termos económicos e a distanciar-se da Grécia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, que falava aos jornalistas à margem do "I Fórum Portugal-Alemanha", que hoje arrancou em Lisboa, considerou que Portugal tem de continuar a trabalhar "de forma esforçada e sustentável para atingir resultados palpáveis ".
Guido Westerwelle escusou-se a fazer qualquer comparação entre Lisboa e Atenas, vincando apenas que Portugal "mostrou muita disciplina e coragem" e está "no caminho certo". Westerwelle lembrou que os três pilares fundamentais para o Governo e Parlamento alemão são a "disciplina fiscal, o crescimento e a solidariedade".
"Esses são os três pilares que constituem os fundamentos para uma Europa com sucesso e para um Portugal de sucesso", afirmou o governante, salientando que a "difícil situação social e económica" do país "só pode ser ultrapassada através do crescimento e da criação de emprego".
Na sua intervenção, perante o seu homólogo português, Paulo Portas, que abriu o "I Fórum Portugal-Alemanha", o chefe da diplomacia alemã frisou que a política de Berlim não está centrada unicamente na disciplina orçamental.
"[Dizer] que a política alemã está centrada unicamente na disciplina orçamental é um cliché. Não tem nada a ver com a realidade", sustentou.
Mas o crescimento "não é o resultado das dívidas, é o resultado da competitividade e isso significa que temos de por em prática reformas estruturais, que temos de estar prontos para o tempo que se avizinha, com mais inovação e conhecimento", acrescentou.
Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada na edição de sexta-feira, o ministro alemão assume que Portugal é "um parceiro importante" da Alemanha no que diz respeito à superação da crise . "A troika internacional reconheceu as reformas feitas pelo Governo português. A Alemanha vê esses esforços com o maior respeito. Em muitas áreas já foram obtidos sucessos como, por exemplo, na criação de um ambiente favorável a investimentos ou no programa de privatizações. A volta aos mercados financeiros passou a estar ao alcance da mão. No nosso ponto de vista, é importante dar continuidade a este rumo que está certo."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ALTERAÇÃO URGENTE À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA...

Copiem isto para os vossos blogs!
Pedido de alteração (urgente) à Constituição da República Portuguesa.
O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.
O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.
Todos os deputados ( Passados, Presentes e Futuros) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da Segurança Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.
O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.
O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.
O deputado vai deixar o seu seguro de saúde actual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.
O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses
Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.
O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
Assim é como se pode corrigir o abuso insuportável que está a acontecer na nossa «ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA».

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

POSSO TER DEFEITOS...



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

METEOROLOGIA, PARA ESTE FIM-DE-SEMANA...


Catorze distritos sob aviso vermelho entre as 06H00 e as 12H00 de sábado

03 chuva
Catorze distritos portugueses vão estar sob aviso vermelho, o maisgrave numa escala de quatro, entre as 06H00 e as 12H00 de sábado devido à previsão de ventos fortes, segundo fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
“O aviso vermelho vai estar ativo durante um período muito curto, entre as 06:00 e o meio-dia de amanhã [sábado], nas terras altas e no litoral, e deve-se ao agravamento da intensidade do vento”, disse a fonte à Lusa.
“Até lá vigora o aviso laranja [o segundo mais grave] e depois passa outra vez para o laranja”, acrescentou, referindo que os ventos podem ser na ordem dos 130/140 quilómetros/hora.
Os distritos afetados são Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Setúbal e Beja.
Quanto à chuva, a fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que os distritos de Braga, Porto, Vila Real e Aveiro vão estar com aviso laranja a partir das 18H00 de hoje e até às 03H00 de sábado.
“Viseu estará com aviso laranja entre as 00H00 e as 06H00 de sábado devido à previsão de forte precipitação”, afirmou.
A mesma fonte destacou ainda a forte agitação marítima prevista para os distritos do litoral oeste, com ondas de noroeste entre os cinco e os 6,5 metros.
Dezasseis distritos de Portugal continental estão já hoje sob aviso laranja e dois a amarelo devido à previsão de chuva e vento forte e agitação marítima, de acordo IPMA.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

OS MENINOS DA PRAIA DE XAI-XAI, MOÇAMBIQUE...


CARNAVAL SEM TOLERÂNCIA DE PONTO...


Governo não concede tolerância de ponto no Carnaval

Publicado às 12.48

 

O Governo confirmou, esta quinta-feira, que não será concedida tolerância de ponto no Carnaval este ano, adiantando que esse princípio vai manter-se, pelo menos, durante a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
 
foto ARQUIVO/GLOBAL IMAGENS
Governo não concede tolerância de ponto no Carnaval
Luís Marques Guedes
 
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que o mesmo princípio se aplicará à tarde da Quinta-feira Santa, repetindo-se a decisão de não conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos.
Este ano, a terça-feira de Carnaval é no dia 12 de fevereiro.
Em fevereiro do ano passado, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou que este ano o Governo voltaria a não conceder tolerância de ponto no Carnaval.
"Naturalmente que a decisão deste ano no próximo ano se repetirá", afirmou Miguel Relvas, em entrevista à TVI24, considerando que "não passa pela cabeça de ninguém que um Governo que tem coerência, uma linha orientadora e um dominador comum andasse a saltitar de ano para ano".
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

INVESTIMENTOS NO HOSPITAL DA FIGUEIRA DA FOZ...


Investimentos no Hospital da Figueira da Foz e extensão de Lavos

Foto Jot'Alves
Foto Jot’Alves
Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) vai reforçar o mapa depessoal, com a entrada de 14 médicos, incluindo um cirurgião e uminternista, e outros profissionais de saúde.
A administração da unidade hospitalar tem praticamente concluído o planeamento para apresentar à tutela, tendo como objetivo reforçar os recursos humanos internos em detrimento da contratação de serviços externos, ao mesmo tempo que vai colmatar as saídas por reforma.
Esta opção foi elogiada, ontem, pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, no âmbito de uma visita de cortesia ao hospital, onde ficou a conhecer a Unidade de Internamento de Curta Duração (UICD).
Versão completa na edição impressa

sábado, 12 de janeiro de 2013

REFORMAS DE AUTARCAS...

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Reformas do FMI reformas de autarcas

Henrique Monteiro 
Há, em Portugal reformas impossíveis, como algumas que propõe o FMI. Mas há outras, que sendo mais abstrusas do que aquelas, são reformas possíveis - como a da senhora presidente da Câmara de Palmela, que depois de 26 penosos anos de trabalho, fica com uma reforma de 1859 euros aos 47 anos de idade. Ana Teresa Vicente, socióloga de profissão e autarca desde 2001, consegue este direito por uma norma quefaculta aos políticos a contagem do tempo a dobrar para efeitos de reforma (o PCP, partido a que pertence a autarca, foi e é contra a norma, mas a ideologia, já se sabe, só é útil quando convém para efeitos de obtenção de reforma).
E pronto. Havia uma raspadinha que dava 1500 euros mensais por 10 anos, mas este prémio é mais chorudo. Se Ana Teresa viver mais 40 anos, aufere do Estado um prémio de pouco menos de um milhão de euros. Bom prémio, e a que muita gente que trabalhou 40 anos e não tem nem metade (e outros que nem reformados ainda podem ser) deve deixar cheios de inveja.
E, aqui entre nós, eu penso que é devido a reformas destas que uma boa parte das outras reformas (as do FMI) são impossíveis de levar neste país. É que se o Estado diminui o seu peso, lá se vão estas e outras regalias.
 Twitter: @HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro
Facebook:Henrique Monteiro http://www.facebook.com/hmonteiro  


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/reformas-do-fmi-reformas-de-autarcas=f778997#ixzz2Hmlua1RP

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ATUAÇÃO DO FMI EM PORTUGAL...


PRESIDENTE DO PARLAMENTO EUROPEU

Martin Schulz critica atuação do FMI em Portugal

por Lusa, publicado por Patrícia ViegasHoje86 comentários
Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, realiza hoje a sua primeira visita oficial a Portugal
Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, realiza hoje a sua primeira visita oficial a PortugalFotografia © Gerardo Santos - Global Imagens
O presidente do Parlamento Europeu criticou ontem a atuação do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, dizendo que os responsáveis desta instituição têm primeiro que entender-se sobre o pretendem para os países sob assistência financeira.
Martin Schulz, também dirigente social-democrata germânico, falava no início de um jantar de trabalho com o secretário-geral do PS, António José Seguro, num hotel em Lisboa.
Confrontado com o teor do relatório do FMI sobre cortes na despesa pública em Portugal em 2013 e 2014, na ordem dos quatro mil milhões de euros, o presidente do Parlamento Europeu criticou o comportamento dos responsáveis desta instituição mundial.
"Tomei nota do relatório do FMI [para Portugal], mas também tomei nota de observações do mesmo FMI há alguns dias atrás, concluindo que a receita [de austeridade] estava errada. No entanto, agora parece que voltaram com a velha receita, que consideravam errada no FMI", respondeu o presidente do Parlamento Europeu.
Depois, Martin Schulz deixou uma sugestão aos principais responsáveis do FMI.
"A minha proposta ao FMI é que, em primeiro lugar, se entendam internamente sobre o que pensam que é a melhor solução" para os países sob assistência financeira, disse.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

AS OBRAS JUNTO AO FORTE DE S.ta CATARINA...


Prazo para obra da regeneração fixado em MaioDestaque

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Prazo para obra da regeneração fixado em Maio
Atendendo à adaptação que teve que ser feita na zona do parque de estacionamento
Requalificar e trazer aquele espaço à fruição dos figueirenses é o objectivo final das obras de regeneração que decorrem na zona ribeirinha e envolvente do forte. O prazo de execução está fixado no mês de Maio, após a prorrogação de 72 dias devido à adaptação que teve que ser feita na zona do estacionamento subterrâneo. A Voz da Figueira visitou as obras e mostra-lhe o ponto da situação dos trabalhos.
Estão a bom ritmo os trabalhos de execução do projecto de Regeneração Urbana, atendendo aos condicionalismos climatéricos e circunstancialismos que surgem no decorrer de cada obra.

Isso mesmo foi transmitido à Voz da Figueira, que foi saber o andamento dos trabalhos que contemplam a requalificação da envolvente do Forte de Santa Catarina e da zona ribeirinha. Nos prazos, a excepção é no parque de estacionamento subterrâneo para o qual foi pedida uma prorrogação de 72 dias, devido à descoberta do antigo quebramar que implicou a adaptação do projecto, com a diminuição do parque de 175 para cerca de 130 lugares de estacionamento.
O que já foi feito
Até ao momento, foram executadas as demolições gerais, a super estrutura do parque de estacionamento,a base estrutural do lago, o muro dos ventos na praça central, os acessos a essa praça e o muro de suporte no Parque das Gaivotas.
Excerto da Notícia - Edição de 9 de Janeiro 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

PUXAR A FIGUEIRA PARA CIMA...


É possível voltar a puxar a Figueira para cima, mas também não é para qualquer um» Destaque

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«É possível voltar a puxar a Figueira para cima, mas também não é para qualquer um»
Santana Lopes lutou contra o discurso do saudosismo no jantar dos 15 anos da sua vitória autárquica
Puxar a Figueira para cima, aproveitando as suas potencialidades, é a mensagem deixada por Santana Lopes, que não quer que se viva em saudosismos.  Sobre as autárquicas, mostra-se disponível para dar algum apoio, mas «só se acreditar que o projecto é bom».
Entrou ao som da “Marcha do vapor” e tinha à sua espera mais de 300 pessoas (tiveram que ser declinadas inscrições por lotação do espaço) que, neste jantar, o quiseram saudar em nome daquela vitória autárquica de há 15 anos (14 de Dezembro de 1997), que colocou a «Figueira no mapa», como por diversas vezes foi referido.

Ao recordar esses tempos, quer pelos discursos, quer pela apresentação de um vídeo dessa época, Pedro Santana Lopes chegou a emocionar-se várias vezes. Mas, a mensagem principal que quis deixar foi, precisamente, contra o saudosismo e a prisão ao passado. «Estou sensibilizado, mas saudosismo demais não é bom. Viremo-nos para a frente e esta terra pode ser tanta coisa», disse Santana Lopes. «Temos que ir buscar tudo o que formos capazes para puxar pela Figueira». Esse foi o âmago de todo o seu discurso, pois considera que aqui há condições para ter futuro: «É uma terra privilegiada e o mais bonito são as riquezas naturais, a praia, a serra, as lagoas, o campo, o porto».
Excerto da Notícia - Edição de 19 de Dezembro 2012

sábado, 5 de janeiro de 2013

MOÇAMBIQUE NO OLHAR DE ELÍSIO MACAMO...

"Moçambique é como um castelo de cartas que pode cair ao mínimo sopro"

Querer saber se a Renamo tem armas seria o mesmo que perguntar “Quem matou Kennedy?” diz o académico moçambicano Elísio Macamo. “Nunca vamos ter resposta.” Mas apesar da fragilidade do país e das ameaças de Afonso Dhlakama, não acredita num regresso à guerra em Moçambique.

A África de muitas latitudes tem também várias camadas. Como o mundo inteiro. Ou um país apenas: Moçambique. África pode ser ilusão. Pelo menos como a conhecemos, ou seja, sob a forma de narrativas muito simples que escondem os efeitos acumulados de uma história complexa. As palavras são do académico moçambicano do Centro de Estudos Africanos da Universidade de Basileia na Suíça Elísio Macamo que agarra esta imagem para explicar A Ilusão da África conhecida – título da sua apresentação em Lisboa na conferência O tratamento dado à informação sobre África pelos media inserida no programa Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian no fim de Novembro.
Elísio Macamo falou mais tarde ao PÚBLICO desse fio de narrativas com o qual criamos “a ilusão que entendemos Moçambique”; da oposição política da Renamo que, nos 20 anos dos Acordos de Paz assinados a 4 de Outubro de 1992 em Roma, ameaça voltar à guerra; e de uma Frelimo dominante, produto de uma ideia fantástica porque sobre ela se projectam medos e esperanças. Uma Frelimo com um rosto: Guebuza que deixa a presidência do partido e do país em 2014. O sucessor (daquele que sucedeu a Joaquim Chissano) será uma escolha dentro da Frelimo. “Não da maioria, de uma minoria influente.”
Se a Frelimo é fantasia, será a Renamo ilusão? Ilusão por existir sem perspectiva, pelo menos para já, de vencer eleições gerais. “A Renamo não é uma ilusão”, salienta Elísio Macamo. Mas é à luz da ilusão e da fantasia que o académico doutorado em Sociologia olha para o seu país. As suas respostas podem ter “várias dimensões”; e a mesma pergunta receber um “sim” e um “não”. Como a questão de saber se as ameaças da Renamo, nos últimos meses, de um regresso à luta contra a Frelimo são para levar a sério. “Sim e não.”
Do lado do sim: “Moçambique é uma construção muito frágil. É como um castelo de cartas que pode cair ao mínimo sopro. Qualquer pessoa, qualquer grupo de pessoas, com vontade e com meios, pode inviabilizar um país como Moçambique. Esse é um perigo real.” Do lado do não: “Muita coisa mudou. A situação na região é muito diferente daquela que tivemos quando a Renamo foi criada, a África do Sul não é a mesma África do Sul, o Zimbabwe não é a Rodésia do Sul. Temos uma situação internacional completamente diferente. Os países que, no passado, deram apoio moral e material à Renamo estão hoje mais interessados em investir em Moçambique. Perante a actual explosão de recursos, ninguém está interessado em apoiar uma rebelião em Moçambique.”
A Renamo não é ilusão. Pelo contrário. “A Renamo existe verdadeiramente. Sentiram-se os efeitos da sua existência com a guerra civil em Moçambique mas também com a abertura do sistema político." A principal motivação da Renamo, porém, “não foi necessariamente” lutar pela democracia. “Essa é uma questão que não precisamos de discutir”, diz Elísio Macamo. O importante, acrescenta, é que “a Renamo existe pelos seus efeitos e esses efeitos são palpáveis”.
Na realidade, explica, “a Renamo foi algo muito mais ligado à geopolítica da região, à Rodésia do Sul, ao apartheid na África do Sul e também à Guerra Fria”. Noutra dimensão, foi mais do que isso. “Ela também se nutriu de problemas reais criados pelo totalitarismo da Frelimo nos anos imediatamente a seguir à independência. Isso também desempenhou um papel muito importante para, ao longo do tempo, conferir um cunho mais moçambicano à rebelião.”
Caixa negra da história
Querer saber se a Renamo tem armas seria o mesmo que perguntar “Quem matou Kennedy?” diz Elísio Macamo. “Nunca vamos ter resposta.” O problema é que às vezes convém ao líder da Renamo dizer que tem armas e outras vezes ao Governo dizer que a Renamo tem armas, refere. E homens? “Ele pode dizer que tem, mas não tem. Eu acho que ele nunca vai fazer nenhuma acção militar.”
Com ou sem alternância política, podemos imaginar estas ameaças da Renamo – a exigir o fim da partidarização do Estado e do domínio da Frelimo e uma alteração da Lei Eleitoral para, segundo diz, evitar fraudes nas eleições – a serem colocadas numa caixa negra que mistura tudo, ora ocultando ora expondo. Uma caixa negra, diz Macamo, que permita apenas a quem tenha acesso a ela entender Moçambique.
Mas entenderemos? Para além do que se vê, há a complexidade de efeitos acumulados do mosaico de acontecimentos passados: “Da história colonial, do namoro que houve em Moçambique com ideologias revolucionárias, de todos os conflitos provenientes da tensão da Guerra Fria. Os efeitos acumulados disso tudo produzem o pano de fundo, uma espécie de caixa negra. Só quem tem acesso a ela, pode entender Moçambique.”
Foi lá que Elísio Macamo nasceu – em Xai-Xai em 1964. Está lá o seu farol. Foi lá que começou os estudos antes de os prosseguir em Inglaterra e Alemanha onde vive.Todos os dias atravessa a fronteira com a Suíça, onde trabalha. É, desde 2009, director do Centro de Estudos Africanos da Universidade de Basileia onde também é professor e dirige o Doutoramento e o Mestrado em Estudos Africanos. Talvez por isso seja capaz de olhar a Europa e a África quase em espelho, para apontar diferenças e semelhanças à vista de todos mas não vistas por todos.
A possibilidade de alternância
É esse “olhar o todo” que o leva a dizer que a ausência de alternância política não é necessariamente uma coisa má, desde que haja coerência “no agir político” e força da sociedade civil. Não é o que acontece em Moçambique. Mas podia ser. Por isso a sua resposta continua a ser que “a dominação de um partido não tem de ser uma coisa necessariamente má”.  
Moçambique terá este ano eleições autárquicas. No próximo realizam-se as legislativas e presidenciais. As quatro últimas eleições gerais realizadas no país desde a paz em 1992 foram ganhas pela Frelimo, primeiro com Joaquim Chissano e depois Armando Guebuza que prepara a sucessão para abandonar o cargo em 2014.  
“A alternância para mim é apenas uma possibilidade. A democracia não precisa necessariamente da alternância. A democracia precisa da possibilidade da alternância”, diz. E explica: “Temos experiências disso na Escandinávia, onde depois da II Guerra Mundial, a Suécia ou a Finlândia foram praticamente governadas por um único partido – o Partido Social Democrata.” Acrescenta o exemplo do estado alemão da Baviera governado por um único partido – a União Social Cristã (CSU), irmão da CDU – até 2008 e quase ininterruptamente desde o fim da II Guerra Mundial.
Em Moçambique, no entanto, “a dominação de um partido cria condições para a emergência de uma cultura cívica e política problemática em que as pessoas com melhor formação, por conveniência ou oportunismo, se associam a esta formação dominante e ajudam a perpetuar coisas nocivas para o país”.
Zonas rurais e redes sociais
Com a sua presidência aberta de Norte a Sul do país, Armando Guebuza, eleito pela primeira vez em 2004, tornou-se uma figura popular fora das cidades. Mas é também contestado nos debates e nas redes sociais, como o Facebook, onde se questiona o seu estilo de liderança, os seus interesses empresariais, a falta de transparência e a não distinção entre o público e o privado.
Guebuza sairá antes das eleições de 2014. A questão da sua sucessão foi deixada em aberto no Congresso de Novembro. Mas é ele quem está "numa posição forte para escolher o sucessor”, nota Elísio Macamo. E para a escolha, mais do que a eleição, o que conta é a negociação. “Nunca vai ser uma escolha da maioria. Vai ser sempre a escolha de uma minoria influente." 
Pela história recente de Moçambique – com a luta de libertação nacional – e por ser um partido dominante, criou-se “uma ideia fantástica da Frelimo” como “força todo poderosa”, diz o académico. "Porque estamos a viver neste sistema dominado por um único partido, é muito difícil ver que este partido é feito de pessoas, de conflitos…e que não precisam dos desígnios maquiavélicos que temos por hábito projectar sobre eles", considera. "A Frelimo não é aquilo que muitos de nós, em Moçambique, pensamos que é. Com os nossos medos, a nossa autocensura, o nosso oportunismo, produzimos essa ideia fantástica da Frelimo. E é essa ideia que nos governa.”