CAMINHADA DO PAI NATAL!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O COMANDANTE E O HINO NACIONAL!

                                                                     CRÓNICAS DE RIO E MAR

De parceria com Alfredo Keil, autor da música, Henrique Lopes de Mendonça, oficial de Marinha, escreveu os versos para o hino "A Portuguesa", em 1891, composição que a República viria a consagrar como Hino Nacional, em sessão da Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de junho de 1911, presidida por Anselmo Braamcamp Freire.
Com efeito a 11 de janeiro de 1890, a Inglaterra impôs a Portugal o Ultimato na sequência do célebre Mapa Cor-de-Rosa que uniria Angola a Moçambique com as cores lusas. Foi nessa motivação altamente patriótica que nasce "A Portuguesa". Contudo a aprovação da versão oficial somente viria a efetivar-se por iniciativa do então Ministro da Presidência Marcelo Caetano, através da resolução do Conselho de Ministros, publicada no Diário do Governo, 1ª série, nº 199, de 4 de setembro de 1957.
Henrique Lopes de Mendonça nasceu em Lisboa a 12 de fevereiro de 1856. Após ter cursado a Escola Naval, sai Aspirante de Marinha, em 1871, percorrendo durante dez anos portos da Europa e de África, ao mesmo tempo que escrevia para jornais de Angola e da Metrópole.
Escritor, poeta e dramaturgo a sua obra variada abrangeu desde assuntos ligados ao mar-"Estudos sobre navios portugueses nos sécs.XV e XVI",1872, ao drama e ao romance histórico. São dele as peças "A Noiva" 1884 e "O Duque de Viseu", 1886, esta última de grande sucesso, o que levaria o rei D. Luís a conferir-lhe o grau de Cavaleiro da Ordem de Santiago. Na vertente romance histórico, escreveu- "A Morta", de 1890, sobre Inês de Castro, e " Afonso de Albuquerque", de 1897, o primeiro galardoado com o Prémio D. Luís, e o outro, a Comenda de Santiago, entregue pelo rei D. Carlos.
Em 1900 é designado sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, passando a exercer a presidência desta instituição a partir de 1915. Em 1923 é eleito para a Academia Brasileira de Letras e nesse mesmo ano recebe a grã-cruz da Ordem de Santiago.
A 25 de maio de 1912 o Capitão-de-Mar-e-Guerra atinge a reforma na Marinha. Faleceria em Lisboa a 24 de agosto de 1931.
                                                                           Eduardo Gonçalves
                                                           (Engenheiro e investigador náutico)

1 comentário:

  1. Neste dia de luto
    Pela morte de um historiador
    Mas não foi tudo
    Ainda entrou a mão do cortador!

    Resta-me ouvir
    O Hino Nacional
    Estão a destruir
    Este nosso Portugal!

    Já o não queremos defender
    Ficamos de braços cruzados
    Que tristeza assim o ver
    Pelos políticos a ser enganados!

    O que aos nossos netos irá acontecer
    Com estes corruptos governantes
    Porque o futuros se desconhecer
    Se não lhe for aplicado travão continuam arrogantes!

    Está na hora de dizer não
    Antes que o pior possa acontecer
    Vamos todos ser oposição
    Para os nossos direitos defender!

    Se a gente não quiser saber
    Eles continuam a abusar
    Muitos de fome irão morrer
    Em construir cemitérios o governo estará a pensar!

    Bom fim de semana,
    um abraço
    Eduardo.

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