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sábado, 12 de maio de 2012

SÃO AS NOVAS RESIDÊNCIAS, QUE A EUROPA PREPARA AOS JOVENS


Praças espanholas vigiadas pela polícia

Madrid volta a ser o centro do protesto global

12.05.2012 - 11:31 Por Sofia Lorena, em Madrid
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Na capital espanhola as acções de protesto já começaram há diasNa capital espanhola as acções de protesto já começaram há dias (Paul Hanna/Reuters)
 O calor dos últimos dias convida a sair à rua. Este sábado é dia de “ocupar as ruas” em Madrid e noutras 80 cidades espanholas, mas também noutros 50 países, incluindo Portugal.
“Ocupa a rua, continuamos nas praças”, é o apelo nacional em Espanha. Um protesto que começou oficialmente à meia-noite e que se pretende fazer durar até dia 15, terça-feira, aniversário do movimento que nasceu há um ano nas Portas do Sol da capital espanhola. “Não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros” é a mensagem global.

Desta vez, o Governo de Mariano Rajoy e as administrações municipais não vão tolerar acampamentos – para melhor fazer passar essa mensagem, há dias que as praças estão vigiadas por dezenas de polícias. Hoje serão mais: para Madrid estão mobilizados 1500 a 2000 agentes.

Tal como a 15 de Outubro, a primeira tentativa do 15M espanhol para se organizar com os Occupy dos Estados Unidos e movimentos em dezenas de outros países para um protesto simultâneo, a ideia é mais marchar do que acampar. Mas muitas assembleias de bairro em Madrid aprovaram propostas para voltar a erguer um acampamento simbólico nas Portas do Sol até dia 15.

Na capital espanhola as acções de protesto já começaram há dias. Sexta-feira de manhã, por exemplo, foi apresentado o Tribunal Cidadão da Justiça, uma iniciativa do 15M para recolher provas sobre os crimes relacionados com a bolha imobiliária.

O 15M também é celebração e há exposições e ciclos de concertos e projecções de cinema a prová-lo por toda a cidade, com o Ateneo a funcionar como centro.

Ontem à noite pequenos grupos deram o tiro de arranque no protesto, reunido-se em concentrações temporárias, acendendo velas ou erguendo cartazes e faixas.

Ao fim do dia, pelas 19h (menos uma hora em Lisboa) quatro marchas vindas de quatro pontos vão chegar às Portas do Sol. Até lá, dez praças da cidade vão ser palco de debates, conferências, referendos ou almoços comunitários, com temas que vão do emprego e a reforma laboral do Governo do PP até aos cortes na educação ou saúde.


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