quinta-feira, 24 de maio de 2012

MIGUEL RELVAS À DEFESA!


O ministro Miguel Relvas negou nesta quinta-feira de manhã, na ERC, ter feito ameaças à jornalista do PÚBLICO que tem escrito sobre as "secretas" e disse que é ele próprio quem se sente pressionado por o jornal lhe ter dado 32 minutos para responder a uma pergunta.
Miguel Relvas esteve a ser ouvido, a seu pedido, pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora da Comunicação Social e no final, numa declaração à comunicação social, garantiu que nunca fez “pressões políticas”. “Não conheço a jornalista em causa, nunca falei com a jornalista em causa e não tenho conhecimentos sobre aspectos da vida pessoal da jornalista. Seria mau se isso acontecesse em Portugal”, vincou.

O ministro reconheceu que telefonou à editora de política do PÚBLICO depois de ter recebido uma pergunta da jornalista Maria José Oliveira à qual tinha “que responder em 32 minutos”. Questão para a qual, na sua opinião, “não existe urgência nem actualidade”.

“Liguei e disse: continuando a haver comportamento como este, tenho o direito de apresentar uma queixa na ERC, nos tribunais e de eu, pessoalmente, deixar de falar com o PÚBLICO.” Segundo o ministro, quando a directora do jornal, Bárbara Reis, lhe ligou a protestar “sobre o tom com que falara com a editora”, respondeu que: “Se tinha sido indelicado, pedia desculpa, sobre o tom e não sobre a matéria.”

Realçando que “de um lado há factos, do outro não existem factos”, o ministro referiu-se várias vezes à sua carreira política para realçar a boa relação com os jornalistas. “Não é ao fim de 20 anos que aparecerá alguém, sem provas, sem factos, a dizer que eu pressionei. Quem me conhece sabe que essa não é a minha atitude.”

Sobre o ex-director das "secretas", Jorge Silva Carvalho, Miguel Relvas garantiu que só o conheceu depois de Abril de 2010. “Disse-o e reafirmo-o.” Sobre o facto de se ter referido no Parlamento a uma notícia que dataria de 2007 e que contradizia esta questão, Miguel Relvas disse hoje que usou a notícia sobre a visita de George W. Bush ao México “apenas como exemplo do que era o clipping (resenha de imprensa)”. “É a minha palavra, quem tiver outra prova que apresente.”

Questionado sobre se está disponível para ir à Assembleia da República esclarecer os deputados, tal como fez no caso das "secretas", em que se ofereceu para essa audição, Miguel Relvas respondeu que “um membro do Governo está sempre disponível para ir ao Parlamento”. Mas esquivou-se a responder se considera que, depois de ter sido citado já por três vezes em casos de alegada pressão sobre a comunicação social – além deste, os episódios da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1 e do telefonema para o presidente da RTP sobre a contratação de Paulo Futre -, mantém condições para continuar no Governo.

1 comentário:

  1. De criminoso a vitima
    E sempre arrogante
    Mentirosa jornalista
    Por causa de governante!

    Das competências abusando
    Faz o que bem entender
    A paciências está esgotando
    Basta, temos que nos defender!

    Eles fazem o que querem
    E o povo adormecer
    Destes palhaços só se esperem
    Pior coisa venha a acontecer!

    Boa tarde para ti, amigo António.

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